A prerrogativa de ser/curtir um gay afeminado

publicitário Thomas Saunders

“Nós também sofremos com as ideias machistas que regem nosso país”, disse publicitário Thomas Saunders | Reprodução Facebook

“Nenhum cara fica comigo mais de uma vez, porque eu tenho cara de viadinho”, disse um jovem bailarino, de 23 anos, frustrado com o controverso sistema de escolha de parceiros sexuais nas relações homoafetivas. Embora a voz do rapaz  não denunciasse sua sexualidade, sua aparência e gestos estavam carregadas de códigos que asseguravam qualquer um que ele era gay. Em uma conversa rápida, questionei-lhe se isso era realmente um problema, ele disse que sim. “A maioria dos caras não curte afeminados e se eu quiser pegar alguém, tenho que disfarçar isso”.

O bailarino não é o único oprimido pelo discurso machista e heteronormativo contínuo no posicionamento de centenas de homossexuais, que são ou estão se tornando os gays ideais para nossa sociedade heterossexista. Uma sociedade, comprovadamente, carregada de preconceito contra  a mulher, contra os feminismos e contra o feminino. Dizer “não curto afeminados”, pode até soar natural, mas é um dos frutos da relação de poder, que surge da urgência de subsistência da masculinidade, que não consegue mais alcançar expressão relevante diante da diversidade.

Cansados de vivenciar essa realidade corrosiva e retardante no meio gay, dois amigos decidiram iniciar um movimento na rede social Facebook, com objetivo de promover um debate sobre as perspectivas modernas do gay afeminado, ridicularizado e discriminado. A ideia do movimento nasceu da constatação da polêmica pesquisa do Ipea, divulgada no mês passado. “As mulheres, como sempre, são o alvo forte desse tipo de abuso social, mas os homens também não ficam muito por trás, principalmente, quando você é gay. E digo mais, você não é simplesmente gay, mas um gay afeminado”, escreveu o publicitário Thomas Saunders, 24 anos, ao postar uma foto na rede social com uma placa onde estava escrito “SOU/CURTO AFEMINADO”.

Saunders e o amigo, o DJ e promoter Adrian Brasil, de 26 anos,  resolveram criar a página Sou/Curto Afeminado para agregar gays que compartilhavam do mesmo pensamento. “É muito chato ter que lidar com os ‘patrulheiros da masculinidade gay’ dizendo tudo que eu posso e que não posso fazer para ser aceito. É impressão minha ou estamos nos tornando mais homofóbicos que os héteros? Me recuso a aderir à ditadura do gay ‘discreto’, me recuso a deixar de falar como falo, me vestir como me visto e andar como ando”, escreveu Brasil ao postar sua foto no espaço criado no Facebook na semana passada. Desde então, mais de dois mil usuários curtiram a página e muitos já enviaram suas fotos com com a plaquinha a favor do manifesto.

“Tudo que for signo de ou lido como feminino, feminilidade, de mulher ou não masculino é pior que sua ‘contraparte’ masculina. É por isso, portanto, que nesta nossa cultura: gay viril é maior que gay afeminado; e mais: gay viril é sinônimo de gay cuja orientação sexual passe despercebida em função da expressão de gênero muito próxima daquela esperada de homens héteros viris”, relaciona o artigo Sobre gostos e afeminações, escrito pelo professor Luiz Henrique Colleto, que é mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ativista pelos direitos humanos e vice-presidente da Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS).

Montagem feitas com perfis do aplicativo Grindr

Montagem feita com perfis do aplicativo Grindr

No artigo, que cita ainda os aplicativos de caça gay, Colleto desenha em um esquema simples as relações de dominação que influenciam diretamente o gosto gay ao lembrar que: hétero viril > gay viril > gay afeminado, e que isso faz parte de uma “hierarquia que reitera a heteronormatividade”. Embora dizer ou escrever nos aplicativos de caça gay que não curte afeminado seja tratado com um direito de expressão natural da própria diversidade homossexual, o discurso é preconceituoso e uma armadilha que mina a amplitude da diversidade gay.

“Nós também sofremos com as ideias machistas que regem nosso país. Sofremos preconceito interno e externo, entre guetos e na rua, na família e até entre ‘amigos’. Se um gay é mais afetado, ‘alegre’ demais ou ‘exagerado’ é vítima de críticas e abusos do mesmo nível. Quantas vezes não ouvi piadas e até tentativas de invadirem meu espaço, só porque sou bem resolvido comigo mesmo? Só porque não preciso esconder quem eu sou, ou fingir ser ‘machão’ para me enquadrar nas leis heteronormativas e me sentir ‘homem suficiente’?” – Thomas Saunders

É importante ressaltar, historicamente, que os homens afeminados sempre foram alvo de discriminação. Nas relações sexuais homoafetivas da Roma Antiga, por exemplo, os afeminados – diretamente associados ao homens passivos na relação sexual – eram ridicularizados e invariavelmente relacionados à figura da mulher que, na sociedade romana, tinha um papel insignificante. Não é um exagero, diante deste cenário histórico, dizer que reproduzir este comportamento  hoje é um retrocesso e, pior, um ataque as conquistas da diversidade.

A impressão que se tem é que estamos distantes de alcançar uma relativa tranquilidade quanto à liberdade de expressão da sexualidade gay. Já não bastasse a reprimenda heterossexual, que sobre o pretexto da ofensa, clama discrição do homossexual masculino ou feminino – que está livre quanto a seu gênero -, tem-se que lidar com os cúmplices, como classificou Simone de Beauvoir ao dizer que “o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”. Haja vista que, dentro do próprio Pajubá – dialeto gay -, existem palavras que reforçam esse status de inferioridade como “quá-quá”, “pok-pok” e “homossexuelen”. 

“Por muito tempo eu achei que se eu me assumisse afeminado, perderia amigos, namorados, ficantes e que nunca mais transaria na vida, mas, hoje descobri que isso não é verdade, e descobri que ser coerente comigo mesmo é umas das coisas que podem me levar à felicidade. Sempre fui e nunca vou deixar de ser afeminado.” – Adrian Brasil

Talvez, o que seja mais curioso dentro desse processo, é a existência de uma inversão da dicotomia e da lógica de dominação. Se antes era o gay passivo afeminado que era oprimido pelo hétero másculo, hoje, é o gay passivo másculo que oprime o gay afeminado ativo e o hétero permanece estático. É nessa inversão que quem oprime acredita que tudo é uma questão de gosto e não há discussão. Minha intenção não é entrar nesse mérito, o do gosto, no tocante a filosofia, mas ressaltar esse processo social que vitima gays viris e afeminados, porque os primeiros estão enredados em modelo que vai de encontro a sua própria constituição sexual.

Não há justiça em dizer que se aceita ou se vive a mesma a sexualidade do outro ao mesmo tempo em que se nega sua livre expressão. Isso é contraditório, mentiroso e fascista. Ainda me surpreendo quando escuto de amigos, que dizem não ter problemas com gays, algum comentário pífio sobre o trejeito de alguém como se eles estivessem num direito superior de expressar sua heterossexualidade em detrimento da homossexualidade. Contudo o direito é o mesmo, assim como incomodava aos brancos a ascensão dos negros, incomoda aos machistas – homens e mulheres – o esvanecimento de sua força.

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38 pensamentos sobre “A prerrogativa de ser/curtir um gay afeminado

  1. Pingback: A prerrogativa de ser/curtir um gay afeminado | Clipping LGBT

  2. Alô, projeção? Tem até graça o texto falando de patrulha. Esquedopath-Alert shouting!!! O que esse povinho engajandinho das esquerdas moralmente superiores não entende ´´que certa coisas não são corrigidas na pancada, não há como colocar cabresto no desejo sexual d’outrem. Gay tem tesão mesmo é em homem com H, macho. Freud explica… Consequentemente, os “discretos” trepam mais, tem mais serotonina na corrente sanguínea e perdem menos tempo com essas babaquices de fundo politicóide. Numa boa, isso é drama de passiva mal comida. As companheiras efeminadas podem até começarem a trepar entre si por afinidade política. Mas lá no fundinho, no recôndito de suas almas, ali bem pertinho do esfíncter, vão continuar todash ben lôkas de vontade de serem enrrabadas por um bofe bem heteronormativo.

    • Levo muuuito a sério a opinião, super embasada, de quem não consegue distinguir a diferença entre neurotransmissor e hormônio.

      Att,
      Pablo – afeminado, que adora gender-bending, passiva, “lôka de vontade de ser enrrabada” por bofes mega-dotados (intelectualmente).

    • Pessoas como você ainda citam Freud? (caramba, que ultrapassado). Tenta ler textos de uma coisa chamada sociologia… sei lá, quem sabe você não aprende que o desejo humano é 90% uma questão cultural. Se aprende sim a desejar, no caso de uma sociedade machista, a forma como se deseja também é puramente machista. No mais, tu só besteira aqui.

      • Freu não e ultrapassado e desejo humano não e 90% cultural, a cultura serve como sublimação da libido e libido e dividido em três partes fundamentais.

    • Vc precisa estudar mais a psicanalise! ate sei que vc tentou derrubar as resistências narcísicas de quem deseja algo ,mas não pode ter por causa de algum fator , mas vc precisa entender também os fatores de libido e como funciona a economia da libido, tudo que vc escreveu -lamentavelmente- esta errado , vc desconhece todas as ferramentas da psicanalise , vc escrever freud no seu texto chega ser insulto para professores e estudantes . Ja que e tão bom assim em analisar a mente por que não faz um favor a si mesmo de se analisar? Pense antes de falar,leia antes de pensar !

  3. “Gay tem tesão mesmo é em homem com H, macho.”
    Apoiado!
    Na minha época de solteiro, essa generalização simplista era tudo o que eu queria que fosse disseminado.
    Daí, mandariam-se os gays-efeminados-e-rejeitados-que-ninguém-quer, todos para a minha humilde residência 😉
    Se “Gay tem tesão mesmo é em homem com H, macho”, alguns de nós precisam questionar a própria sexualidade.
    Minha tia, uma vez, fez biscoitinhos americanos – alguns em formato de pôneis com uma cobertura rosa-claro. Estavam bem frufru afeminados, mais muito bons de se comer 🙂

  4. Engraçado isso. Eu nem de longe me acho um gay viril, to muito mais pra afeminado mesmo. Baixinho, magrinho, delicado no jeito de agir e de falar, e tantas outras coisas que fazem os outros me classificarem como afeminado. E não concordei com nada do que li aqui. Ora, eu não tenho problemas em ficar com outro cara que também seja afeminado, mas não vejo mal em quem tem. Sejamos práticos e diretos, sem hipocrisias. Somos atraídos pelo ideal masculino, do homem forte, másculo, viril. Não é uma questão de preconceito, homofobia dentro dos próprios gays, ou ainda (ridiculamente citado) fascismo. Sentir mais desejo por um cara estilo Tuc Watkins do que por um do tipo Serginho Orgastic me parece completamente normal, e algo isento de julgamentos. Isso não é motivo pra discussões sociológicas sobre uma sociedade heteronormativa. Vivemos em uma ? Sim. Acredito que mesmo se não vivêssemos, ainda haveria essa preferência por gays viris.

    • Renan concordo totalmente com você. Ainda ressalto que muito se fala do preconceito que os gays afeminados sofrem por parte dos masculinizados. E o contrário? Ele também acontece, mas é mais velado. Têm muitos afeminados por aí que reclamam de outros gays de não terem trejeitos femininos, serem “travados”, não usarem roupas de tal marca, não usarem um linguajar caricato, não seguirem um estilo característico, etc…Eles também têm que olhar para seus próprios umbigos antes de quererem só falar dos outros.

  5. Só um pouquinho. Tem que separar muito bem o que é desejo e gosto e o que é preconceito. Eu não me sinto sexualmente atraído por pessoas afeminadas e obviamente não vou me forçar a gostar. Agora, isso não significa que eu trate no dia a dia essa pessoa diferentemente, muito menos a oprima. Com todo o respeito, caso se sinta oprimido, procure um psicólogo porque, cara, a vida é assim. Eu sou gordinho. Muito já fui rejeitado, mas não é por isso que vou me forçar sobre uma pessoa que não curte aquilo que eu proporciono. Vou pegar o meu amor próprio e entregar a quem curta. O exemplos do aplicativo demonstram interesses e desejos absolutamente pessoais, afinal, o aplicativo se presta a satisfazer a pessoa que o utiliza, não satisfazer a sociedade ou um grupo de pessoas que se sinta oprimido. Temos que separar as coisas. No meu caso, vou ser teu amigo, vou sair contigo e defender a tua imagem e honra perante os preconceitos das outras pessoas, mas não vou te levar pra cama, pois, o que desejo, é masculinidade.

  6. Quanta palhaçada… Seria legal também relatar o interesse desses afeminados por travestis e transexuais: zero. Por que será? Eles também adotam um pensamento machista e heteronormativo ao negar estes tipos de homossexuais? Vamos parar com a hipocrisia e terminar de vez com essa de que gay é coitadinho pra tudo. Se esses afeminados são deixados de lado por outros gays, é preferência, e não injustiça. Tenham isso em mente. Para um processo de identificação apresentado pela Psicologia é natural que um ser homossexual busque a máxima representação do próprio sexo para suas relações afetivas. Assim, quanto mais “homem, mais atração terá. Se um gay preferisse a afeição feminina, não seria “tão gay assim” e veríamos vários afeminados em relacionamentos com travestis.

  7. Meu caro Renato!
    Suas palavras possuem verdades, não absolutas, claro.
    No entanto a discussão levantada é o preconceito incrustado em nossa subcultura que inferioriza os efeminados. Uma comunidade que deveria proteger os seus, são os primeiros que surram e torturam moralmente. Uma comunidade que quer ser discreta (silenciosa) para não sofrer a dor do desprezo e exclusão social. Como ressalta no artigo, somos cúmplices do pensamento machista e heteronormativo.
    Gostos sexuais não é e nem será justificativa para discriminação, machismo e preconceito.
    Eu fico assistindo nesse circo os fins gladiadores (Gay x Gay) que mais se assemelham à puro instinto do homem pré-histórico que não desenvolveu a capacidade do raciocínio e regras de sobrevivência social, (um mínimo de respeito).
    Tenho esperança no capitalismo que promove a “tolerância” como moeda de troca ao respeito.

    • Paulo, obrigado por relembrar qual é o cerne da discussão. O que está em pauta é a opressão e não o gosto. A inferiorização do gay afeminado diante do masculinizado. A opressão simbólica, que diz que o gay viril é uma “pessoa melhor” que o afeminado. Não há no artigo qualquer menção as questões ligadas aos desejos sexuais. O ato sexual, aqui, é irrelevante. Estamos tratando de expressões de gênero.

      • Por nada, Fernando! O preconceito e a discriminação possui uma linha tênue com a educação e vejo que há uma má intepretação do texto. Infelizmente, como disse o Renato, não vai ser na “pancada”.

      • Pois é isso mesmo, Fernando. Para muitos, héteros são pessoas melhores que gays, e dentro do “universo gay”, ainda existe uma terrível “hierarquia”, onde uns são melhores ou piores que outros. Muito triste!

  8. Gay gosta de homem!!! Bixinha poc-poc nao dá tesão. Sao escandalosas
    na cama. Horrível!!!Sou SUPER a favor do ” nao a afeminados”.
    Porque é aquela velha história ”se fosse pra pegar uma mulher,é muito melhor
    ficar com uma de verdade!!!”

    • Fábio, eu entendo vc. Por muitas vezes vi meninas lindíssimas com umas sapas que não fazem a sombrancelha e escondem o peito, e dizia pra mim “se gosta de homem, pq não procura um que dá pra apresentar pra família sem nariz torcido?”, mas eu acho que é muito radical da nossa parte rotular assim. Pra vc não dá tesão, mas pra alguns caras dá. Nem todas são escandalosas na cama, com toda certeza.

      Ser afeminado não é necessariamente deixar a unha crescer, falar com um gato na garganta e usar salto. Mas pode ser. E eu entendo o seu gosto e sua opinião, de verdade. E isso é uma questão sua, nada nem ninguém vai mudar isso. Só acho que, sendo gay, vc deve ter precaução na hora de falar sobre isso, pode soar preconceituoso demais. E se, entre nós, existe esse preconceito odioso, imagina pros héteros? Não dissemine o preconceito, não dê forças pra lutarem contra nós mesmos 😉

  9. Não acredito que ser ou não “delicado” tem a ver com virilidade. Meu melhor amigo dança Britney, fala fino, é mais baixo e magro do que média brasileira, usa barba e roupa “de homem”, é passivo/relativo e TODO SANTO DIA tem pelo menos um boy no whatsapp/hornet/grinder doido de vontade de conhecê-lo. Um cara do meu trampo (ainda não assumido pra mim, mas o radar grita) é delicado, educadíssimo, fala baixo mas grosso, um gentleman; tem 1,98 de altura, quase 50cm de braço, barba por fazer e EU aposto na passividade. Cadê seu Deus viril, esteriotipado e rotulado agora? Hahaha. Eu tenho amigos gays, uns eu chamo de viado/bicha, falo no feminino e aprendo a dançar coreografia. Outros não. Não acho que “gay gosta mesmo é de homem, com H”, acho que gay, hétero, bi, lésbica, curioso, trans gosta mesmo é de sexo! Mas também acredito que se o cara não curte afeminado, não é política, é gosto. Eu sou lésbica, cabelo curto, camisa e shortinho. Curto meninas muito femininas, e só. Não curto bofinho. O que (ou como) você faz, se ativo ou passivo, se curte afeminado ou boyHT, se não sai do armário mas adooora ser menina, se precisa de um rótulo pra mostrar pra mamãe, se mete esse discurso machão, mas vira umasenhoralôca quando ouve Wanessa, é um problema que cada um deve lidar, ou a forma que cada um achou para lidar com esses problemas. Não sou a favor dessa putisse de “gays unidas, jamais serão vencidas” até pq, sou lésbica intrometida, mas essa rotulação e superioridade não favorece em nada a causa.

    Se joga pintosa, põe rosa. Pras gay ❤

  10. Sou gay e o que realmente me da tesão e me atrai loucamente é um homem viril, que exala testosterona, que seja fisicamente másculo e que não fica nessa neura de diva pop. E tudo isso é apenas meu gosto pessoal, é o que me atrai e pronto, sigo esse padrão também é não por que me é imposto, mas porque gosto de ser assim. De tal forma que se fosse afeminado, também não mudaria meu jeito para agradar ninguém. Acho que o texto está muito embasado politicamente, parecendo aqueles discursos chatos dos marxistas da sua sala de aula na faculdade, quando na verdade é algo bem mais simples: temos atração e ficamos com quem quisermos, sendo afeminado ou não.

  11. Sou viril, extremamente ativo a ponto de penetrar hèteros quando querem experimentar. No entanto, mesmo eu se do sarado, por eu ter olhos azuis, pele macia, cabelo liso e vestir-me bem; os afeminados nao querem ficar comigo por nao me acharem com aparencia masculina.
    Acho que isso acontece porque resido no nordeste do Brasil onde ser macho è aquele com cara grosseira, cabelo encrespado e cheio de pelos.
    E olhe que prefiro os gays magrinhos de cinturinha e cabelo liso. Os acho lindinhos! Pego mesmo! Mas estou partindo pra pegar mais os hèteros curiosos. Esses ultimos sao menos complicados.

    • Pelo seu comentário dá a entender que virilidade é ser ativo. E na realidade não é. Virilidade corresponde a um conjunto de características, entre as quais: força, resistência, imposição, auto segurança, voz grossa, pegada forte, etc. Um homem pode ser homossexual, passivo ou versátil e ser viril.

  12. Afeminados ou nao, curto todos. Basta ser bonito aos meus olhos e ser amavel.
    O problema do gay, em geral, è querer ser complicado como mulher è. Particularmente detesto gays metidos a heteros.

  13. Acho que vivemos numa sociedade onde o correto é você usar uma camisa polo e tentar ser o discreto ao máximo possível. Mas aí devemos nos perguntar o por quê disso?!

    Esses tipos de homens vivem com medo. Medo de ser chamado de viado ou simplesmente de ser apontado sempre.

    Bom, se eles querem viver assim. Tudo bem, mas os que conheço que são assim. Quando estão entre amigos ou na cama, geralmente solta a franga.

    Viu como é só aparência? !

    Eu particulamente me sinto atraído por homens, se possívem até bissexuais. Mas nossos gostos mudam. Por isso que eu digo que as pessoas deveriam parar de dizer que preferem assim ou assado. O negócio é supreender.

    Vamos viver como queremos e foda-se o que os outros pensam!

    Bjs

  14. Você pode se sentir atraído até por uma árvore, o que não pode é pensar que uma árvore com flores vale mais que uma árvore sem flores. A questão a ser discutida é o valor dado a um gay machão, o errado é atribuir valor, esse gay vale mais que aquele.

  15. Ô movimentozinho desagregado. Os comentários explicam bem. O problema é o ser humano,independente do gênero, da sexualidade. Estes se permitem tantos estereótipos e segregações mesquinhas,que a revolução sexual da homossexualidade no séc XXI,que exige uma mudança substancial neste machismo que ainda perdura, me parece impossível. E inviável. Desesperançosa.

  16. Cara, o gay mais efeminado é considerado inferior pelo próprio aspecto de fragilidade e futilidade que passa, é cultural e implantado por eles próprios. Você não vê na tv gays afeminados como médicos e advogados, o que muitos são, mas deixam isso em suas redes sociais de lado pra falar sobre diva pop e posições sexuais favoritas, coisa que o mais masculino não se dá ao trabalho, ele vive a sua vida de maneira normal e só se expressa sobre isso quando há necessidade (em tudo há exceções)

  17. Então quer dizer que agora os gays “machos” simplesmente não podem expressar suas preferências?
    Entendo que haja o preconceito, mas a linha é muito tênue entre preconceito e uma simples preferência. Se a pessoa não gosta de parceiros sexuais com características femininas ela precisa ser crucificada por isso?
    Não entendo o porquê de tanto alvoroço. Agora se tu é gay tu tem que estar aberto a ficar com todo mundo? Se for isso, vamos mudar a rotulação para pansexual.
    Não concordo com segregar, maltratar ou humilhar. Mas agora chegar ao ponto de fazer alvoroço por conta de gosto?! Façam-me o favor.
    Daqui a pouco sentir atração exclusivamente por Barbies, ursos, e sei lá o que diabos mais existe vai ser condenável.

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